Expressão Gênica e Transformação de cana

Compartilhe
Expressão Gênica e Transformação de cana
O programa Genoma FAPESP gerou um projeto (SUCEST) que, ao ser finalizado em 2001 produziu dados sobre cerca de 50 mil genes da cana-de-açúcar. Este foi um excelente ponto de partida para aprofundar estudos sobre a genética da cana. Após o advento do SUCEST, um grupo liderado pela Profa. Glaucia Souza, do Instituto de Química da USP, montou dois ships com os quais se tornou possível avaliar padrões de expressão gênica relacionados aos mecanismos de sinalização celular e ao metabolismo de carbono nas plantas de cana. Cada um desse ships de microarranjos permite detectar a expressão de cerca de 5 mil genes. Isto tem permitido avanços científicos importantes sobre a cana, já que se conecta diretamente com os programas de melhoramento clássico e toda a área de fisiologia e bioquímica de plantas. A interação entre grupos deste tipo já gerou uma variedade de cana capaz de produzir mais sacarose e também permitiu avaliar as respostas da cana a atmosfera de gás carbônico elevado, condição que prevalecerá com o advento das mudanças climáticas globais. Além disso, diversos genes importantes, principalmente os relacionados à parede celular da cana, têm sido detectados em contextos que sugerem que estudos mais profundos poderiam ser feitos com ganhos muito significativos na compreensão de como a planta de cana resiste a estresses bióticos e abióticos, como ela poderia produzir mais açúcares (sacarose) e como o metabolismo da parede celular poderia ser controlado para facilitar a via do etanol celulósico. Nesse sentido, a interação do Centro de Expressão Gênica e Transformação de Cana com o Centro de Fisiologia Vegetal e Biologia Celular é de crucial para produzir as bases biotecnológicas necessárias para o etanol celulósico. Com estas informações, poderemos desenhar no futuro, as estratégias de transformação genética para a produção de variedades cada vez melhores. Além disso, o domínio do processo de transformação tem o potencial de acelerar fortemente a capacidade de produção de novas variedades, uma vez que a produção de uma variedade por genética clássica leva cerca de 12 anos e por transformação genética poderia levar apenas 6.
Apoio